Centro Acadêmico de Psicologia celebra Semana da Consciência Negra

Postado por: CPAR.UFMS.

O dia 20 de novembro no Brasil é conhecido como o dia da Consciência Negra. Esse dia foi escolhido em memória de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares que foi morto lutando contra as injustiças de um país escravocrata. Injustiças que se perpetuam, de maneiras diferentes, até os dias de hoje.

Essa data serve não apenas para lembrar do passado, mas também para refletir sobre o momento presente. Por isso, o Centro Acadêmico XV de Maio “União e Resistência”, do curso de Psicologia do Campus de Paranaíba (CPAR), organizou uma semana de atividades em celebração a essa data. Figuras de pessoas importantes para o movimento negro e expressões racistas foram colocados no pátio da Universidade. Intervenções culturais, roda de conversa e exposição de documentário foram as atividades que marcaram a semana.

Pedro Pires, representante do Centro Acadêmico, conta que essa data marca os vários avanços na luta contra o racismo, porém que o racismo não foi superado. “As intervenções são justamente para mostrar a disparidade em que está a desigualdade racial e social, mostrar as determinações, a origem do racismo, a fim de avançar na consciência das pessoas para que se enxergue a possibilidade e necessidade de lutar”.

O estudante Daniel Santos participou das atividades que foram promovidas e conta que foi uma oportunidade de conhecer uma visão diferente de culturas e tradições esquecidas e negadas. Para o discente, datas como essa permitem um momento de reflexão e indignação com o contexto que permitiu a escravidão e com a realidade atual. “Nós brasileiros, independente de etnia, temos como dever lutar por essa causa como forma de resistência a esse preconceito e opressão que o povo preto sofre todos os dias”, afirma.

Pedro conta que a adesão às atividades foi boa, se comparado a outras experiências que o Centro Acadêmico já teve. “Percebemos uma adesão considerável da comunidade acadêmica e não acadêmica, ainda que ao meu ver seja preciso de mais adesão da primeira”. Para Pedro, é notável o quanto a universidade ainda é branca, por isso o estudante considera que momentos como esse são de suma importância, pois permite reconhecer os privilégios de alguns e acende o desejo de lutar por um mundo que seja horizontal nas oportunidades.

Por Brunna Oliveira.