Professor inova com métodos avaliativos e obtém resultados positivos

Postado por: CPAR.UFMS

Nossa sociedade está sempre em constante mudança e a educação também passou e passa por esse processo de modificação. Entretanto, métodos extremamente tradicionais de ensino e avaliação permanecem como sendo os mais utilizados e geram angústia e medo a muitos estudantes, seja na educação básica ou no ensino superior.

Pensando nisso, Wesley Ricardo de Souza Freitas, professor do curso de Administração do Campus de Paranaíba da UFMS (CPAR), decidiu substituir as tradicionais provas por avaliações mais dinâmicas e práticas, e tem observado resultados positivos.  

O docente ministrou nesse segundo semestre de 2019 a disciplina de Gestão de Recursos Humanos II, e conta que com o passar dos anos em salas de aula, percebeu que as provas convencionais provocam uma “decoreba” – os alunos ficam preocupados em obter resultados imediatos e não aprofundam o conhecimento sobre o assunto, decorando apenas o conteúdo que será exigido na prova.

Para substituir as provas escritas, Wesley propôs a criação de peças de teatro, vídeos e podcasts para o YouTube como parte da avaliação semestral. “Para criar uma história simulando o ambiente real de uma organização, o acadêmico precisa compreender o conteúdo teórico, pois o teatro envolve muitas cenas que demandam a compreensão profunda dos conceitos discutidos em sala”, explica.

Para o professor, esse tipo de avaliação aumenta a motivação e o envolvimento do acadêmico, o que reflete na melhoria da aprendizagem e, consequentemente, reduz a evasão e os índices de reprovação na disciplina, algo que tem sido observado por ele desde que iniciou essa nova metodologia.

“O medo do desconhecido leva à resistência, mas depois que os alunos compreendem que a atividade agrega para a formação, há o comprometimento, pois também gera a integração e o empenho dos acadêmicos, inclusive, de forma divertida”, conta Wesley.

Marlon Marcos, acadêmico de Administração, explica que novos métodos deixaram os alunos receosos por não saberem se realmente vai dar certo. “Agora que estamos terminando mais um semestre posso afirmar que sim, além da aula ficar mais flexível, acabamos nos envolvendo com os assuntos na hora de apresentar um seminário ou uma oficina. As aulas do professor Wesley, assim como de outros professores, ficaram, com certeza, muito melhores”, opina.

Tiago Henrique Santos Silva também é acadêmico e afirma que essa metodologia permite que os alunos aprendam na prática a teoria que o professor ensina em sala de aula. Além da melhoria no aprendizado, o estudante conta que as atividades em grupo fortaleceram os laços afetivos entre os colegas de sala. “Houve interação da sala toda, o que também contribuiu, pois nos unimos para que fazer um trabalho bom”, concorda a aluna Mariana Pascui.

Os conteúdos produzidos em sala de aula foram gravados e postados na página do professor no YouTube. Para ter acesso as encenações e aos podcasts produzido pelos alunos, acesse https://www.youtube.com/channel/UCEI8ikvmz7X5NlYnAQrJMBA.

Brunna Oliveira - estagiária AGECOM no CPAR